Domingo, 21 de Agosto de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 33º Capítulo

33

 

 

Três dias depois…

 

Tinha acabado.

Da pior maneira, mas tinha, tinha acabado, tinha finalmente acabado o sofrimento físico, o pensamento negativo e falta de vivacidade.
Pousou os braços fracos em cima das pernas e olhou para a parede branca à sua frente ditando a mesma pergunta: “Porquê?”.

Era tão injusto ver uma pessoa como Naomi a perder a vida aos vinte anos pela doença mal cuidada, porquê a ela? O que houve de errado? Tanta coisa.

Olhou para o lado vendo o ar transtornado de Tom sentado na sala de espera depois de receber a notícia e voltou-se para a parede branca focando-se num só ponto, odiava silêncio, desde sempre e aquele ar estava a matá-la, levantou-se da cadeira e dirigiu-se à máquina de bebidas frescas que tinham disponibilizado aos visitantes e colocou uma moeda de um euro, tirando uma garrafa de água fresca, aproximou-se de Tom com a garrafa na mão e sem qualquer palavra estendeu-lhe a mesma para que ele bebesse se quisesse.

Era estranho, estava extremamente triste, mas não chorara, já tinha esgotado tudo aquilo que tinha dentro de si naquele espaço de tempo? Sentia apenas pontadas no coração, agora ele se apercebia de como seria sem a loira na sua vida, como é que uma pessoa podia fazer tanta diferença como ela? Em tudo.
Com quem ia dar o seus passeios na praia? Com quem iria desabafar? Com quem ia fazer grandes noites de cinema?

Pegou na garrafa atirando-a para o chão fazendo-a despejar maior parte do seu líquido no chão, deixando uma grande possa neste, olhou para o seu reflexo na água e passou com o pé por cima para que esta desaparecesse.

Viu os olhos claros de Tom a pedirem algo, a pedir afecto e apoio, limpou o seu peito repleto de gotas de água e agarrou o braço do irmão do namorado encostando-se a este, olhou para ele a limpar os olhos com os polegares e escondeu a sua face na sua t-shirt comprida começando a chorar também.
- Vai ser tão estranho – Disse Tom para interromper aquele silêncio que notavelmente o estava a matar também.

- Sshh – Disse encostando o dedo aos seus lábios – Não fales, pensa – Disse fechando os olhos balouçando-se para os lados como se estivesse a ouvir alguma música.

- Ela era, forte não era? – Perguntou olhando para Alexa.

- Ela é a pessoa mais forte do mundo – Disse apertando-lhe o braço.

Reparou que a porta tinha sido aberta e viu o médico que tinha tratado Naomi durante aquele mês a encaminhar-se na sua direcção e a sentar-se ao seu lado pegando na garrafa que ainda continha um conteúdo mínimo de água, olhou para Alexa e esta deu-lhe autorização para beber o restante.

- Ela era uma rapariga muito forte – Disse o médico sorrindo levemente.

- Ela é a pessoa mais forte do mundo – Repetiu Tom as palavras anteriormente ditas por Alexa.

- Acho que deviam ir para casa – Disse olhando para as horas – Não fazem mais nada aqui.

Levantou a cabeça e viu que o relógio marcava as quatro da manhã, sim, definitivamente não estava ali a fazer nada, não tinha o corpo de Naomi presente.

Levantou-se da cadeira e acenou ao médico andando pelo corredor da sala de espera até à entrada, abriram a porta e sentiram o frio da madrugada nos braços, não saiam daquela sala à tanto tempo, agora sim, lembravam-se do que era uma noite, continuou a andar e encostou-se ao carro de Tom esperando que ele o destrancasse, olhou para ele à procura das chaves e apontou para o bolso das calças para o relembrar onde estavam, sentou-se no banco do pendura e ficou à espera que ele ligasse o carro.

Olhava para as luzes da estrada todas apagadas por causa da hora e abriu o vidro do carro deixando entrar a brisa dentro deste, não ouviu qualquer reclamação da parte de Tom e abriu ainda mais sentido o seu cabelo longo a tapar-lhe os olhos, colocou um braço de fora e fechou os olhos sentindo aquele vento na pele, acabando por adormecer durante instantes.

Sentia-se tão bem quando estava de olhos fechados, sentia que tudo não passava de um sonho mau, e que quando acordasse estaria tudo bem, como à quatro anos, lembrara-se agora dos quatro anos atrás, como tinha saudades. Era tudo tão perfeito e simples, eram crianças.

Sentiu o seu corpo a ser elevado no ar e apercebeu-se que estava na altura de acabar com os bons sonhos e abrir os olhos, não queria, deixou-se ser levada por Tom até ao seu quarto e quando finalmente sentiu o seu corpo contra os lençóis quentes abriu os olhos, vendo Bill deitado ao seu lado a acariciar-lhe o cabelo.

Não se sentia viva à tanto tempo, acreditara que tinha morrido no mesmo dia que Naomi tinha entrado no hospital, olhava para si e não reconhecia a miúda que via, precisava de sair daquilo, sabia que Naomi não o queria, por isso tinha que lutar contra isso.

- Bill… - Chamou não tirando os olhos do tecto.

- Diz – Respondeu baixinho dando-lhe um beijo na testa.

- Faz amor comigo – Pediu não tirando os olhos do mesmo sítio de antes.

Virou-se de lado e colocou o seu braço por cima da cintura de Bill colocando a sua mão fria de baixo da sua camisola, sentiu a pele arrepiada dele na sua mão e subiu até ao seu pescoço arranhando-o, olhou para os olhos frágeis de Bill e guiou os seus lábios em encontro com os dele, começando o beijo que a iria deixar viva pelo menos naquela noite, tirou a camisola do namorado colocando-a no chão e abraçou-o arranhando-lhe levemente as costas.

Sentiu as mãos dele a passarem no seu corpo enquanto lhe despiam as calças de ganga que lhe protegiam as pernas, puxou-o na sua direcção fazendo-o deitar-se em cima de si e abraçou-o pelo pescoço, beijando-lhe os lábios com tudo aquilo que sentia.

- És tão forte – Comentou Bill colocando as mãos nas alças do soutien fazendo-as descer acabando por lhe tirar a peça de roupa.

- Não… - Disse beijando o peito de Bill – Sou ser humano.

 

Continua...



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Sábado, 13 de Agosto de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 32º Capítulo

32

 

Abriu os olhos levemente e olhou para o lado automaticamente vendo a luz a ocupar todo o espaço da sala de espera, olhou para o chão e viu Tom deitado sobre umas almofadas que uma das enfermeiras lhe tinha dado, dirigiu-se à porta de Naomi e viu pelo pequeno vidro a melhor amiga ainda a dormir, pousou a mão no vidro e bateu duas vezes para chamar o médico que se encontrava no interior da sala, acenou com a mão para ele vir ter consigo e encostou-se à parede recebendo as poucas informações que tinha para lhe dar, ou mesmo nenhumas.
Era o segundo dia que passava naquele hospital e estava a dar em doida, o seu cheiro era péssimo, o seu estado era pior que isso e tinha a certeza que estava num estado miserável, a única coisa que a ajudava agora era Bill, só ele estava vinte e quatro horas, sem se cansar ao seu lado, era ele que ia buscar o almoço, lanche e jantar para ela porque não podia sair daquela sala de espera, era ele que lhe dava as forças necessárias para tudo.

Sentia-se cansada, já não sabia o que era uma cama e uma almofada confortável à duas noites, contentava-se com a cadeira vermelha de madeira do hospital que suportava o seu peso, abriu os olhos novamente por causa da dor de cabeça que o relógio de parede lhe estava a causar e levantou-se desta alcançando o objecto, virou-o ao contrário e tirou as pilhas para que este parasse de funcionar.

- Bom dia – Disse uma das enfermeiras que estava a cuidar da Naomi.

- Estava a irritar-me – Disse exibindo o relógio de parede sem as duas pilhas que o faziam trabalhar.

- Eu sei o que isso é – Concordou sorrindo-lhe amavelmente – Quer um café? – Perguntou.

- Não devo sair daqui – Disse sentando-se na cadeira da sala de espera.

- Ela está sobre visão de três médicos e duas enfermeiras neste momento – Disse a enfermeira sentando-se ao lado de Alexa – Ela está a ser tratada com o maior dos cuidados e das atenções, e além disso, o seu amigo está prestes a acordar – Disse apontando para Tom que não parava de se mexer nas almofadas onde tinha passado a noite.

- Um café se calhar não faz mal pois não? – Perguntou levantando-se.

- Claro que não – Disse a enfermeira dando a mão a Alexa. Olhou para o gesto da enfermeira e sorriu começando a andar, fechou os olhos com força por ver o sol de outra forma, não se lembrava da última vez que tinha visto um sol tão forte, colocou a mão em frente aos olhos e deixou que a mulher a seguisse para a parte do bar, sentou-se num dos sofás do fundo do café e colocou o braço em cima dos olhos fechando-os, ouvia o burburinho de fundo, que era bom, ajudava-a a acalmar.

- Forte – Disse referindo-se ao café, sentando-se ao lado de Alexa que continuava com os olhos tapados – Acho que precisas.

- Pois preciso – Disse abrindo o pacote de açúcar, olhou para o lado e viu o enorme espelho que preenchia aquela parede e assustou-se vendo a sua figura neste, sabia que não estava com o melhor dos aspectos, mas não esperava ver-se assim, o seu cabelo comprido apanhado com alguns cabelos fora do sítio, despenteados, as olheiras escuras que se faziam notar na sua cara e a sua roupa amarrotada – Deus! – Exclamou virando a cabeça para o lado novamente bebendo um gole do café.

- Que foi? – Perguntou a enfermeira a rir.

- Ainda perguntas? – Disse a rir enquanto colocava a chávena à boca – Ainda me mandam para o CAT*.

- Eu não deixo – Disse a rir – Como te chamas?

- Alexa – Disse pousando a chávena em cima da mesa - Às vezes chamam-me Alex, e tu?

- Giselle – Disse sorrindo.

Elevou a sobrancelha e sorriu-lhe ao mesmo tempo que se levantava, deixou um euro em cima da mesa e despediu-se da enfermeira encaminhando-se novamente para a sala de espera, tinha experiencia anteriores com uma mulher com o nome de Giselle, e quanto mais afastada melhor possível.

Entrou na sala de espera e viu dos médicos a entrarem rapidamente pelo quarto de Naomi acompanhados pelas duas enfermeiras de serviço, via o ar aflito deles, percebera que se passara algo de errado, aproximou-se a correr de Tom e viu-o com a mão na cabeça a olhar para Naomi no exterior do quarto.

- O que se passou? – Perguntou reparando nas lágrimas que continha nos olhos – Tom? – Chamou mais alto não recebendo uma resposta dele – Tom? – Chamou novamente abanando-o – Por favor Tom!

- Ele teve uma recaída – Disse largando Alexa bruscamente.

- Falaram contigo? – Perguntou seguindo-o.

- Não – Disse largando a mão de Alexa que insistia em agarrá-lo para o parar.

Olhou para Tom a encostar-se num dos cantos do quarto, virou-lhe costas e sentou-se na cadeira que tinha passado a noite e encostou a cabeça à parede ouvindo os médicos a falarem no interior do quarto da sua melhor amiga.

Viu a porta da sala de espera a ser aberta e viu o namorado a correr na sua direcção, olhou para ele e levantou-se rapidamente abraçando-o, precisava dele agora, era ele que lhe iria dar apoio já que Tom se isolara no canto, pousou a cabeça no ombro de Bill e começou a chorar sentindo as mãos do namorado a acariciarem-lhe o fim das costas, levantou a cabeça e viu também os olhos dele a conter as lágrimas, deu-lhe um beijo nos lábios e pousou novamente a cabeça no peito dele conduzindo-o para as cadeiras sentando-se nas mesmas.

- Ela está pior? – Perguntou acariciando o cabelo da namorada.

- Não sei – Disse encolhendo os ombros – O teu irmão não fala comigo.

- Tens que compreender – Disse dando o beijo nos lábios de Alexa – Eles davam-se muito bem – Disse a rir – Se é que me entendes.

- Sim – Disse enterrando novamente a cabeça no ombro de Bill. Olhou novamente para a porta do quarto da melhor amiga e viu os médicos a retirarem-na no quarto para o segundo corredor, tinha medo que fosse pior, tinha medo que aquele fosse o último dia da melhor amiga.

 

*centro de ajuda a toxicodependentes

 

Continua...



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Sábado, 6 de Agosto de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 31º Capítulo

 

31

 

Sentou-se no sofá ao lado da mala limpando as vastas lágrimas que lhe caiam pela face, sentiu o corpo de Bill a sentar-se ao lado dele e agradeceu ter aquele humano ao lado dele naquele momento difícil que não conseguia nem queria passar sozinha, levantou a cabeça do ombro dele e bateu-lhe no joelho para que se levantasse, tinham voltado mais cedo de Nova Iorque, coisa que não era prevista.

Tinha recebido um telefonema na noite anterior que a conduzira automaticamente para o seu país, queria que aquilo não passasse de um sonho mau que ela estaria a viver e que tudo, tudo voltasse à normalidade, queria fingir que tudo estava bem e que tudo iria ficar perfeito, pegou na sua mala e subiu as escadas à frente de Bill deixando-o abrir a porta do quarto, deixou o namorado entrar primeiro e bateu à porta do lado para ver se Tom estava em casa, não recebeu qualquer sinal do rapaz e decidiu entrar vendo a cama totalmente vazia e já feita, fechou a porta e voltou para o seu quarto onde Bill estava de pé para a janela limpando as gotas de água salgada que também lhe escorriam pelos olhos, abraçou o corpo dele depositando um pouquíssimo ânimo que tinha em si, preferia que ele o tivesse do que ela o guardar sem o saber utilizar, Bill era a pessoa mais forte que conhecia por isso preferia que ele lhe transmitisse essa força mais tarde.

Sentiu-o a pousar o seu corpo fraco em cima da cama de casal e levantou os braços magros para cima para que lhe tirasse a camisola de manga comprida, sentiu o frio a entranhar-lhe no corpo e arrepiou-se visivelmente fazendo com que Bill tapa-se o seu corpo com uma t-shirt velha.

- O telemóvel tocou – Avisou Bill – Vou atender – Disse dando-lhe um beijo no topo da cabeça.

Desceu as escadas acendendo a luz do hall de entrada e dirigiu-se ao telemóvel de casa colocando-o ao ouvido, ouviu a voz do irmão do outro lado e sentou-se no chão percebendo o estado em que se encontrava Naomi, por um lado estava feliz, ao saber que a melhor amiga da sua namorada ainda estava viva.
Deixou o telefone pousado no chão durante algum tempo e levantou-se, subindo as escadas, entrou no quarto e viu o corpo semi nu de Alexa pousado em cima da cama, aproximou-se dela e deu-lhe um beijo no ouvido chamando-a baixinho para que não se assusta-se.

- Chamada é para ti – Disse acariciando a pele lisa das pernas dela.

- Quem é? – Perguntou levantando a cabeça.

- A Naomi.

Abriu os olhos em forma de espanto e levantou-se da cama correndo pelo corredor de forma rápida, desceu as escadas aproximando-se da mesa do telefone procurando o objecto, olhou para o chão e viu-o pousado neste colocando-o ao ouvido.

- Naomi?

- Alex – Disse sorrindo – Nova Iorque?

- Não interessa – Disse começando a chorar – Como estás?

- Bem – Disse a rir – Acho eu.

Começou a ouvir a falta de sinal vindo do telemóvel e olhou para este sentindo a raiva a entrar em si, pousou este em cima da mesa novamente e subiu as escadas calmamente entrando no quarto aconchegando-se no corpo de Bill.

 

**

 

Sentiu a cabeça a tombar para o lado e abriu os olhos vendo o escuro da sala de espera do hospital onde Naomi estava internada, levantou-se e acendeu as luzes, sentando-se novamente na cadeira onde estava anteriormente, tinha pago aquele hospital para que a melhor amiga tivesse o maior grau de conforto naqueles dias.

Ouviu a porta a abrir e viu uma das enfermeiras que estava a tratar dela e dirigiu-se a ela perguntando pelo estado de saúde de Naomi, colocou as mãos na cabeça como forma de desespero por não ter uma resposta à mais de cinco horas, sentou-se novamente na cadeira que continuava quente graças ao seu corpo e olhou para a porta do corredor sendo aberta por duas pessoas.

Viu a namorada do irmão a correr na sua direcção e levantou-se impedindo que Alexa continuasse o caminho até ao quarto de Naomi, ouviu os pedidos altos da namorada de Bill para que a largasse mas fez o contrário, agarrou-a com força para que ele não entrasse no quarto que estava reservado para  a melhor amiga, elevou no ar o corpo leve dela e pousou-a também num dos bancos da sala.

- Tens que te acalmar se a queres ver – Disse Tom entregando-lhe para a mão um copo de água com açúcar.

- Desculpa – Disse olhando para Tom com os seus olhos a tornarem-se verdes por causa das lágrimas.

Sentiu os braços fortes dele e retribuiu-lhe o abraço com a mesma intensidade, largou-o bebendo a água num gole, deu um beijo a Bill que lhe segurava na mão e fechou o seu casaco aproximando-se da porta branca que deixava fechada Naomi naquelas quarto paredes, bateu duas vezes à porta e não recebeu qualquer resposta, olhou para o lado e viu o sinal de Tom com a mão para que ela entrasse, abriu a porta devagarinho e ouviu a respiração pesada dela no fundo do quarto, pousou o casaco em cima do sofá de dois lugares que ocupava parte do quarto e aproximou-se da cama sentando-se ao lado da melhor amiga, pegou na mão dela e entrelaçou os dedos dando-lhe um beijo nesta.

- Vais acordar ou não? – Perguntou a rir ao mesmo tempo que chorava intensamente, sabia que era aquilo que Naomi queria, não queria que nenhum deles chorasse por algo que poderia passar.

- Estou acordada – Disse abrindo um olho, ao mesmo tempo que sorria – O que achas do meu novo, eu?

- Estás a falar de quê? – Perguntou limpando as lágrimas que lhe escorriam pela cara.

- Estou careca – Disse a rir.

- Estás muito bem assim – Disse acariciando-lhe a cabeça sem cabelo. Descalçou as botas que trazia e deitou-se ao lado de Naomi tapando o seu corpo, olhou para ela e viu os olhos esverdeados dela, emocionados com as lágrimas a quererem sair.

- Pára de ser forte – Disse abraçando-se ao corpo dela.

 

Continua...



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Sábado, 16 de Julho de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 30º Capítulo

Apontamento: Este episódio contém cenas de teor sexual, se és sensível a este tipo de escrita, por favor não leias, obrigada.

 

30

 

Estava completamente cansada, mas totalmente satisfeita, tinha tirado o segundo dia para conhecer o melhor que podia de Nova Iorque, começara seriamente a apaixonar-se por aquela cidade a cada esquina que passava.

Sabia que não era fácil para Bill sair de casa por causa de ser tão conhecido nos Estados Unidos, mas respeitava e entendia.

Sentou-se numa esplanada de um café que tinha encontrado perto do hotel e ficara totalmente embasbacada com a sua vista, conseguia ver na perfeição a Estátua da liberdade á sua frente, recebeu o seu café e agradeceu sorrindo pedindo a conta, tirou da sua mala o caderno onde tinha escrito tudo o que queria visitar e apercebeu-se que a sua lista chegara ao fim, bebeu o seu café ficando algum tempo ali sentada a ver o quão diferente de Berlim aquela cidade era, a população e mesmo o espaço, entrou no café e pagou deixando uma pequena gorjeta ao empregado que a tinha servido.

Vestiu as luvas e encaminhou-se para o hotel.

Era impressionante o quanto amáveis eram os nova-iorquinos, dirigiu-se ao restaurante onde tinha jantado na noite anterior e aproveitou para comprar comida para Bill, queria agora passar o máximo de tempo com ele naquela cidade que a encantara por completo.

Pegou na comida que lhe entregaram para a mão e virou-se para trás entrando em completo choque, desejava por tudo que aquela mulher não estivesse ali e que fosse apenas imaginação sua, sentiu um dos porteiros do hotel a pegar-lhe no cotovelo para se ela equilibrar e agradeceu a ajuda encaminhando-se com ele para a zona dos elevadores.

Abriu a porta do seu quarto e viu Bill na varanda a falar ao telemóvel enquanto fumava um cigarro, pousou a comida em cima da cama e descalçou as suas botas colocando-as no armário e despiu os dois casacos que vestira por causa do clima, substituiu as suas calças pelos seus calções curtos de ganga e dirigiu-se para a varanda ficando a olhar para Bill.

Tirou-lhe o cigarro da mão apagando-o e abraçou o corpo dele reparando que ele se despedia do produtor.

- Nem quando tiras uns dias de folga para estar comigo te deixam em paz? – Perguntou olhando para ele a pousar o telemóvel na mesa da varanda.

- Desculpa – pediu agarrando-lhe na cara com as duas mãos beijando-a, ao mesmo tempo que apertava o corpo dela contra o seu – Como correu a descoberta a Nova Iorque?

- Muito bem – Disse a sorrir – É linda, trouxe jantar – Disse apontando para cima da cama.

- Não quero agora – Disse voltando-se para ela continuando a ocupar o espaço livre dos seus lábios.

Alexa abraçou o corpo de Bill passando as unhas pelo seu pescoço como gesto de o provocar, olhou para aqueles lábios que tanto desejava desde sempre entreabrindo os seus ocupando os dele.
Deslizou as mãos até ao fim da sua camisola e despiu deixando á mostra as suas tatuagem que nunca tinha tido o prazer de as ver, desceu os lábios pela sua barriga beijando a estrela que ocupava a sua barriga e a frase que ele tinha escrita de lado. Sentiu as mãos de Bill por baixo da sua t-shirt a procurarem o seu peito e a massajá-lo com força fazendo Alexa soltar suspiros que o deixavam ainda mais desejoso de a ter, afastou o seu corpo do dele despindo a sua t-shirt mandando-a para o chão para conseguir sentir melhor as mãos dele pelo seu peito e pelo tronco.

Abraçou as costas dela encontrando o fecho do seu soutien desapertando-o com a maior agilidade que conseguira, ficou parado a olhar para o quão perfeito aquele corpo era para as suas mãos e desceu os lábios até ao peito dele beijando-o e dando uso à sua língua, sentiu Alexa e acariciar-lhe o cabelo e não resistiu em não levar as suas mãos ao botão dos seus calções e a despirem-nos.

Caiu em cima da cama sentindo o corpo nu de Alexa em cima do seu e desceu as suas mãos ao seu cinto desapertando-o para que conseguisse tirar as calças de ganga; reparou no que ele tentava fazer e desceu as suas mãos até ao fecho das calças despindo-as com ajuda dos seus pés.

Sentia a respiração tão pesada, o coração tão acelerado como se fosse a primeira vez que se dava a ele, era a primeira vez que se dava a ele como mulher, não como adolescente, era a primeira vez que iria sentir o prazer que à muito gostava de ter sentido.
Bill colocou uma mão entre as pernas de Alexa abrindo-as o máximo que pôde para se poder posicionar livremente no interior dela.

Voltou a fazer um movimento agressivo com a sua pélvis fazendo-a ir contra a cama ao mesmo tempo que a fazia gritar, olhou para ela e via a expressão de puro prazer que tinha na sua cara, conseguia ser tão sensual, os lábios carnudos entreabertos á espera dos seus, e a sua mão esquerda que agarrava uma almofada de enfeite da cama, inclinou-se para a frente conseguindo alcançar os lábios dela e de forma provocadora embateu mais uma vez contra ela fazendo-a suspirar e morder o seu lábio.

Colocou ambas as mãos no rabo pequeno de Bill para que ele entrasse mais fundo em si e lhe desse tudo o que podia, queria aquela noite à muito tempo, desejava-a com ele.
Sentiu as mãos dela a puxarem por si, para que desse mais de si e colocou ambas as mãos ao lado do corpo de Alexa ficando de frente para ela, aumentou a velocidade com que fazia os seus movimentos e via que ela retirava ainda mais prazer disso, amava-a e sentia a forma como ela o recebia dentro de si.

Olhou para ela vendo-a a morder o lábio e a pousar as mãos em cima do colchão, deitou-se em cima dela e beijou-lhe os lábios mais calmamente, saindo de dentro dela, olhou para aquele corpo mais uma vez que lhe enchias as medidas e abraçou-se a ela pousando a cabeça no seu peito tapando ambos os corpos.

- Eu amo-te – Disse Alexa ainda ofegante.

 

Continua...



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Sábado, 9 de Julho de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 29º Capítulo

29

 

Encorajou-se.

Sentou-se em frente ao espelho que tinha na parede do seu quarto e abriu os olhos calmamente vendo a sua figura completamente estragada, os seus olhos sem cor e com as olheiras notáveis por baixo, os lábios secos e a sua tez pálida, olhava para aquele espelho com pena, vendo a sua imagem, vendo como estava o seu estado.

Levou as mãos à cabeça e desatou o lenço que lhe enfeitava aquela parte do corpo, deixando-o cair no chão, olhou agora para a sua figura vendo uma rapariga sem qualquer fio de cabelo a jorrar lágrimas pelos olhos castanhos esverdeados.

Tinha sido forte durante muito tempo, mas a réstia de força que guardava em si perdera-se por completo com o passar do tempo, quando se começara a aperceber que a sua vida deixara de ser o mesmo, era a típica rapariga que gostava de sair à noite e divertir-se constantemente sem ter algo que a parasse, gostava de ter homens, e desde que soubera que tinha a doença que já nem Gustav olhava para sim da mesma forma, Gustav que sempre tinha sido apaixonada por ela desde que a conhecera.

Alcançou o seu telemóvel e vendo que não tinha qualquer mensagem, pegou no objecto com força e mandou-o contra o espelho partindo-o em pedaços, ficou vidrada a olhar para o chão coberta por bocados pedaços do espelho que partira, e o primeiro impulso que terá foi pegar num desses bocados.

Ficou com o bocado de espelho na mão ficando a olhar para ele, conseguia ver um pouco da sua imagem, o que basta para a deixar minimamente mal novamente, a sua cabeça sem os seus cabelos loiros compridos e as olheiras horríveis que tinha de baixo dos olhos, ouviu a porta de entrada a fechar e pegou no vidro com mais força, começando a ver pequeníssimas gotas de sangue a caírem no seu chão seguidamente, levantou a cabeça levemente e viu no que restava daquele espelho os seus olhos a fecharem e só sentiu o seu corpo a cair para trás, tombando em cima de vários pedaços de espelho partido, ficando ali deitada inconsciente.

 

**

Sentiu a brisa a bater-lhe na cara e abriu um dos olhos ficando a olhar para a janela entreaberta que tinha à sua frente que fazia o cortinado voar para o interior do quarto, abriu os dois olhos e não reconheceu de lado nenhum aquela janela, levantou a cabeça olhando para o lado oposto e viu o outro lado da cama desocupado, olhou em seu redor e o quarto não podia ser mais perfeito, levantou-se por completo da cama e dirigiu-se á janela abrindo-a mais para poder sair para a varanda, olhou para os enormes edifícios que se encontravam á sua frente e toda a movimentação da cidade, entrou para o quarto e fechou a janela na totalidade, examinando o quarto, a enorme cama de casal composta por lençóis de seda azuis que se situava no meio do quarto com duas mesas-de-cabeceira em cada lado.

Olhou para o tecto e este tinha uma fotografia que o ocupava de toda a cidade, sentou-se no cadeirão branco que estava instalado atrás de si e ficou a observar a beleza daquele quarto.

Levantou-se e viu duas portas entreabertas, entrou numa delas e viu uma enorme casa de banho, toda ela branca com os móveis igualmente da mesma cor, uma banheira que ocupava quase metade do espaço com várias funcionalidades e um chuveiro preso no tecto, saiu da divisão e encaminhou-se para a porta em frente vendo todas as suas roupas e as de Bill arrumadas num enorme armário com várias divisões para as respectivas coisas.

Sentia-se completamente encantada com aquele quarto de hotel, podia passar ali o tempo que pudesse que não se cansava de olhar para a bonita paisagem que lhe proporcionava e todo o cómodo.

- Gostas? – Perguntou Bill abraçando-a pela cintura beijando-lhe o pescoço.

- Isto é lindo – Disse olhando para o tecto do seu quarto – Não me importava nada de passar o resto da minha vida aqui – Disse a rir – Que horas são?

- São sete horas – Disse dando-lhe pequenos beijos na face – Tens fome?

- Muita – Disse falando pelo som que ouvira da sua barriga quando acordara.

- Eu reservei uma mesa para nós no restaurante do hotel – Disse virando-a para si.

- É, suposto arranjar-me? – Perguntou a rir.

- É, suposto ires como te sentes melhor – Disse dando-lhe um beijo nos lábios – Despacha-te – Disse dando-lhe um estalo no rabo para a provocar.

- Kaulitz? – Disse espantada ao mesmo tempo que se ria.

Abriu a porta onde Bill guardara a sua roupa e ficou imóvel a olhar para o vestuário que tinha trazido, sabia que Nova Iorque era uma cidade com classe, por isso tinha trazido algo que não usara frequentemente, olhou para trás e viu o namorado concentrado a olhar para si sentado no cadeirão do quarto, sorriu-lhe e virou-se novamente para o guarda-vestidos, escolhendo o vestido vermelho justo que tinha levado para uma ocasião como aquela, abriu a primeira gaveta e tirou os seus collants transparentes.

Entrou dentro da casa de banho e abriu a torneira do lavatório aproveitando para lavar os dentes, imaginava como seria naquele momento o seu hálito depois de acordar.

Despiu as calças e a camisola de manga comprida que usara colocando as peças no cesto da roupa suja que era recolhido pelas funcionárias do hotel no final do dia para lavagem, despiu, colocando no mesmo cesto o seu soutien e sentou-se na sanita calçando os collants, alcançou o vestido e envergou-o, apertando-o com alguma dificuldade, olhou para o espelho que projectava todo o seu corpo e viu o quão bonito o seu corpo ficava naquela peça de roupa, calçou os sapatos de salto pretos que colocara na mala para fazer conjunto com algumas das peças de roupa que trouxera, e apanhou o cabelo comprido castanho num simples rabo-de-cavalo deixando-o assim, olhou para o espelho e parecia tão mais velha e bonita, a maquilhagem simples mas bonita que lhe fazia a pele brilhante e perfeita, e o rímel que lhe fazia sobressair ainda mais os olhos castanhos.

- É pouco, dizer que estás perfeita – Disse Bill impressionado com a figura de Alexa depois de a ver sair da casa de banho.

 

Continua...



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Sábado, 11 de Junho de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 28º Capítulo

28

 

Ir para Nova Iorque.

Era o sonho que sempre tinha tido e que nunca conseguira realizar, tinha o entusiasmo à flor da pele e o medo por andar de avião pela primeira vez, aproveitava estar sozinha em casa para fazer a sua mala para levar durante as quatro noites e cinco dias que ia passar na maravilhosa cidade com Bill, era estranho, à apenas cinco dias tinha desfeito a mala para se instalar na sua nova casa, e agora refazia-a para ir viajar com Bill.

Pousou a mala vazia em cima da cama ao lado de Scotty e abriu as suas gavetas tirando a sua roupa colocando-a em dentro da mala, colocou os seus produtos de higiene e cremes numa bolsa à parte arrumando-a também na sua mala maior, fechou a mala e pousou-a no chão ao lado da porta do quarto, olhou para o relógio do seu telemóvel e passava da uma hora, tinha combinado com a mãe ir almoçar e passar algum tempo com ela antes de ir para os Estados Unidos.

Fechou a porta do quarto e desceu as escadas despedindo-se de Elle, tirou da gaveta do móvel da sala a coleira de ambos os cães do namorado e chamou-os para ir passear com eles como de costume.

Agarrou em ambos e começou a subir a rua que dava acesso ao centro da cidade, parou durante um bocado colocando os auscultadores nos ouvidos para se entreter e continuou enquanto reparava num grupo de raparigas que estavam sentadas com vários livros ao colo na paragem de autocarros mais próxima da casa de Bill, passou por elas sobre o olhar atento das quatro rapariga e continuou o seu caminho.

Tirou a chave de casa de dentro do bolso das calças e entrou dentro de casa vendo o pai sentado no sofá com o jornal na mão, libertou os cães das coleiras e deixou-os à solta dentro de casa enquanto abraçava ao pai, viu a tia a sair da cozinha com uma travessa na mão seguida da sua mãe, entrou na cozinha, servindo duas taças de ração que tinha pedido para a tia comprar, colocou-as no chão da sala e esperou que ambos os cães começassem a comer.

Sentou-se à mesa ao lado do pai servindo-se a si mesma começando a comer.

- A que horas vais filha? – Perguntou-lhe o pai enquanto servia a si e à sua tia um copo de vinho.

- Às oito – Disse estendendo o copo – Quando o Bill chega do estúdio.       

- Como te tens estado a dar lá em casa deles? – Perguntou-lhe a tia.

- Muito bem – Disse sorrindo – Sinto lá a paz que não sentia à, muito tempo – Disse levantando-se com o prato vazio colocando-o dentro do lava-loiça.

- Não comes mais? – Perguntou a tia – Emagreces-te – Disse examinando o corpo da sobrinha.
- Não – Disse olhando para o seu corpo que a seus olhos continuava igual – Tu é que te, estás, a preocupar de mais, e desde sempre pensas que emagreço quando saiu de casa – Disse a rir.

- Só porque me preocupo – Disse-lhe continuando a observar o corpo magro de Alexa – Tens sabido alguma coisa do James?

- Não sei e sinceramente? – Perguntou abrindo a torneira começando a lavar a loiça – Nem me interessa.

- Sabias que um dos da tribo dele foi preso? – Perguntou-lhe o pai intrometendo-se na conversa.

- Sei – Disse tristemente – O Tony… Ele foi preso porque foi denunciar o James, e como estava metido nos espectáculos de fogo, foi preso, porque é um espectáculo ilegal.

Acabou de lavar a loiça e saiu da cozinha subindo até ao quarto, ouviu o som das quatro patas de Scotty a seguirem-na e acariciou as orelhas do cão dando-lhe um beijo no topo da cabeça, abriu a porta do seu quarto e sentiu o aroma que tinha saudades, o aroma a baunilha juntamente com canela e morango, deitou-se em cima da cama coberta pelo edredão com a companhia de Scotty.

Ouviu a tia a chamá-la do andar de baixo e levantou-se tirando do armário mais algumas coisas que tinha deixado para levar depois, colocou tudo o que lhe faltava dentro de uma mala e chamou Scotty para descer com ela.

- Tenho uma coisa ali para ti – Disse o pai apontando para a rua disse a rir.

- O quê? – Perguntou levantando a sobrancelha.

- Anda comigo lá fora que já vês – Disse empurrando-a para a rua.

Sentiu as mãos da mãe a taparem-lhe a visão e seguiu os paços que lhe davam, viu o parque de estacionamento à sua frente quando a mãe lhe tirou as mãos da cara e não percebeu onde queriam chegar, olhou para o pai e viu-o a andar em direcção a um carro que estava estacionado mesmo à sua frente, abriu a boca espantada tapando os olhos e correu em direcção ao veiculo vendo o seu anterior, não estava à espera de tão depressa ter um novo carro depois do seu acidente, aproximou-se do seu futuro transporte e tocou com a sua mão levemente em cima do capo e em todas as partes dele.

Virou-se para trás vendo o pai com as chaves pendentes na sua mão, sorriu-lhe e aproximou-se dele arrancando-lhe as chaves e abraçando-o agradecendo o óptimo presente, olhou novamente para o seu novo Cadillac e sorriu dando a mão à tia caminhando novamente para casa, viu os dois cães de Bill aconchegados no sofá e chamou-os prendendo-os com a coleira, despediu-se dos pais e da tia prometendo que ligava quando chegasse.

Fechou a porta de entrada e preparava-se para começar o seu caminho a pé quando se lembrou que tinha um carro novo, tirou de dentro da mala a sua chave e caminhou com ambos os cães para o parque de estacionamento, destrancou o carro e abriu a porta bagagens deixando os animais entrarem e sentarem-se.

Sentou-se no banco do condutor e ficou a apreciar cada centímetro do seu interior, o cheiro a novo, todas as coisas que o seu interior não tinha e o pequeno, pormenor da inicial do seu nome na parte de trás dos cinco bancos.

 

Continua...



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Domingo, 5 de Junho de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 27º Capítulo

 

27

 

 

Fechou a porta silenciosamente vendo Bill estendido na cama de barriga para baixo virado para a parede enquanto falava ao telemóvel baixinho, encostou-se à porta de madeira ficando a apreciar o corpo que tinham em cima da cama, aproximou-se desta ficando de frente para ele à espera que desligasse o telemóvel.

Ouviu finalmente as últimas palavras de despedida e viu-o a guardar o telemóvel de baixo da sua almofada, aproximou-se do corpo dele deitando-se em cima do seu corpo acariciando-lhe a face com os lábios fazendo-o sorrir.

Era das coisas que mais apreciava nele, fazer com que cada momento intimo entre os dois vele-se milhões, acariciou-lhe o cabelo continuando deitada em cima das costas dele e quando se apercebeu que ele começava a contorcer o corpo por causa das dores, saiu de cima dele deitando-se ao seu lado em cima do colchão continuando a acariciar o seu cabelo cor de carvão, via os olhos dele a fecharem por causa da sensação que ela lhe fazia causar e sorriu fechando igualmente os seus.

Sentiu o peso do seu braço fino no final das suas costas e abriu os olhos vendo aquela íris castanha que tanto a encantava, era naqueles momentos que não conseguia evitar preencher os lábios dele com os seus, aproximou-se mais do corpo imóvel dele preenchendo aquele espaço vazio que parecia esperar por si, levou a sua mão direita à cabeça de Bill entranhando-a no seu cabelo massajando-a. Começava a sentir o calor a entrar no seu corpo com os momentos que tinha com ele que se iam tornando mais íntimos com o passar do tempo, não podia negar que não queria, queria-o como o queria à muito tempo, continuava a beijá-lo de forma empenhada para que ele sentisse o mesmo pulsar que ela sentia naquele momento, sentiu um arrepio no fim das costas quando sentiu Bill a levantar-lhe a t-shirt o máximo que conseguia sem a tirar para a acariciar, arrepiava-se pela forma como lhe tocava e pela forma como o seu coração batia, virou-se de lado obrigando-o também a virar-se para si e gentilmente despiu-lhe o casaco que usava naquela tarde, afastou os seus lábios dos dele por instantes para conseguir recuperar o fôlego e sentiu novamente a mão dele no seu pescoço a puxá-la para si para que não fica-se muito tempo com os lábios livres dos seus.

Sentou-se de frente para ele colocando os pés de baixo do rabo e levantou os braços convidando-o para lhe tirar a t-shirt que tinha vestida, olhou para os olhos castanhos que começavam a ficar com um tom brilhante a olharem para o seu

corpo, aproximou-se de Alexa e tirou-lhe a t-shirt lentamente apreciando o corpo que tinha entre as mãos, era tão perfeito para si, mandou a peça de roupa que lhe tinha tirado para o chão e abraçou o corpo dela beijando-lhe cada centímetro da sua barriga, sentiu com os seus lábios o arrepio da pele dela e levou a mão esquerda à sua face acariciando-a.

Deitou-se para trás em cima do corpo magro dela percorrendo a sua silhueta com ambas as mãos, sentindo as mãos frias dela em contacto com a pele das suas costas tirando-lhe a camisola de manga comprida colocando-a onde estava a sua. Ouviram três batidas na porta de madeira e Bill saiu rapidamente de cima do corpo de Alexa alcançando a sua camisola preta vestindo-a rapidamente, viu a sua cara desanimada no espelho e reparou que a namorada já se encontrava vestida, abriu a porta e viu Andreas encostado à parede, olhou para ele e sorriu para o melhor amigo abraçando-o.

- Vim colar-me para vir jantar – Disse batendo nas costas de Bill a rir – Tenho saudades da comida da Elle.

- Claro, não faz mal – Disse a rir – Vai descendo que já vamos lá ter.

- Vamos? – Perguntou levantando a sobrancelha – Não me digas que interrompi – Disse começando a rir.

- Interrompes-te – Disse forçando o riso.

- Ias perder a virgindade e eu interrompi – Disse batendo mais uma vez nas costas de Bill – Desculpa – Disse a rir.

Mandou uma gargalhada fingida e entrou novamente no quarto fechando a porta no quarto de Andreas, ouviu o lavatório a funcionar e apercebeu-se que Alexa estava na casa de banho, encostou-se à porta e colocou a mão no peito percebendo a velocidade a que estava o seu coração por causa do momento que ambos tinham tido à minutos dentro daquelas quatro paredes, ouviu a porta a abrir e viu o corpo da namorada a sair da casa de banho enquanto atava o cabelo, dirigiu-se a ela e ladeou a sua cintura fina beijando-lhe novamente os lábios sentindo as mãos dela a agarrar-lhe as costas.

Afastou-se dela e deu-lhe a mão saindo do quarto com ela, desceu as escadas e dirigiram-se ambos à cozinha vendo como sempre Andreas com um copo de vinho na mão, aproximou-se dele e cumprimentou com dois beijinhos vendo-o a piscar-lhe o olho.

- Desculpa lá vos ter interrompido lá em cima – Disse Andreas baixinho a rir.

- Ok – Disse começando a ganhar uma cor na face – Não faz mal – Disse fazendo o sinal para que o melhor amigo do namorado parasse.

- Convidaram a Naomi? – Perguntou Bill dirigindo-se à sala, ligando a aparelhagem ouvindo o novo CD da sua banda.

- Ela não vem – Disse Tom saindo da varanda colocando o telemóvel em cima da bancada da cozinha – Está exausta.

- Como é que ela tem lidado com a quimioterapia? – Perguntou Andreas dirigindo-se à sala mudando de música – Melhor! – Disse referindo-se à música que tinha escolhido.

- Tem lidado bem – Disse Alexa aproximando-se da aparelhagem também – Tirando o cansaço – Disse pegando no álbum que estava em cima da mesa da sala – Melhor! – Disse piscando o olho a Andreas depois de ter mudado de música.

Viu Gustav a sair da cozinha com dois copos de vinho na mão e dirigiu-se a ela entregando-lhe um para a mão, sorriu-lhe e olhou para Bill que a chamava para a casa de banho, colocou o álbum em cima da aparelhagem novamente e aproximou-se do namorado sentindo-o a puxá-la para a casa de banho sentando-a em cima do tampo da sanita.

Viu-o a tirar de trás das costas um envelope branco e levantou a sobrancelha desconfiando daquilo que ele tinha nas mãos, pegou no pedaço de papel que ele lhe entregara e abriu-o vendo dois bilhetes de avião, abriu a boca de espanto quanto leu as duas palavras que se seguiam à palavra “Destino”, pousou o envelope e os dois bilhetes em cima da bancada do lavatório e levantou-se abraçando Bill pela viagem que lhe ia proporcionar.

 

Continua...



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Domingo, 29 de Maio de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 26º Capítulo

26

 

Abriu os olhos subitamente e deparou-se com o tecto preto que começava a identificar, dormia a apenas três dias em casa de Bill e achava que já era altura de se começar a habituar àquela casa e a acordar numa cama diferente, olhou para um dos relógios de Bill pousados em cima da mesa-de-cabeceira e eram onze horas em ponto, olhou para o chão vendo o telemóvel caído neste a piscar constantemente e apanhou-o lendo a mensagem que o namorado lhe deixara a avisar que tinha uma reunião e que voltava à hora de jantar, levantou-se ficando de pé em frente ao espelho e esfregou os olhos para afastar ainda mais o sono, calçou os chinelos e vestiu um casaco que tinha pendurado na cadeira da secretária e abriu a porta do quarto descendo as escadas, viu dois dos cães dos gémeos deitados no sofá a repousar e aproximou-se destes dando uma festinha a cada, dirigiu-se à cozinha e viu a senhora que ainda não tinha tido oportunidade para falar a passar a roupa que lhe tinham deixado, sorriu-lhe e olhou para a mesa da cozinha impecavelmente bem-posta para tomar o pequeno-almoço, achava aquilo de mais, mas tinha que se começar a habituar a tudo o que eles tinham, sentou-se em frente ao copo alto cheio de batido de framboesa e tirou do prato uma torrada mal passada começando a comer.
Olhou para a quantidade de comida que tinha em cima daquela mesa e deu conta que aquilo dava para alimentar mais que uma pessoa, reparou constantemente que a senhora que passava a roupa a ferro que tinha uma maçã verde ao seu lado e que a trincava de vez em quando para matar a fome.

- Pode deixar isso de parte e fazer-me companhia? – Perguntou olhando o quão concentrada ela estava no seu trabalho.

- Não posso – Respondeu sorrindo – Obrigada.

Sorriu-lhe e levantou-se abrindo o armário retirando mais um copo enchendo-o de café com leite e colocando dentro de um pequeno prato uma fatia do bolo que ainda estava inteiro pousado em cima da mesa.

- Isto é o seu pequeno-almoço.

- Eu tenho o estômago pequenino contento-me com pouco – Disse sorrindo – Faça-me companhia – Disse apontando para o que tinha colocado em cima da bancada.

- Está bem – Disse sorrindo desligando o ferro de engomar sentando-se na mesa ao lado de Alexa – Como se chama?

- Alexa e trate-me por tu – Disse a rir – Só tenho dezanove anos.

- Raquel – Disse sorrindo.

Olhou para a senhora tentando dizer para si mesma o seu nome, parecia tão estranho, bonito e comum ao mesmo tempo, tinha a certeza que aquela senhora que se encontrava ao seu lado não era alemã.

- Podes tratar-me por Elle – Disse apercebendo-se que lhe tinha soado de forma estranho, como a toda a gente daquela casa a primeira vez que se apresentara.

- Não é alemã pois não?

- Não – Disse sorrindo de Alexa ser tão perspicaz – Portuguesa.

- A sério? – Perguntou entusiasmada – Tenho tantas saudades de Portugal!
- Se o seu namorado me der permissão um dia levo-a lá
– Disse piscando o olho.

Olhou para Elle e sorriu acabando o seu batido e a sua torrada, avistou ela a levantar-se da mesa e a colocar o que tinha sujo dentro da máquina de lavar, voltou a ligar o ferro de engomar e continuou o seu trabalho.

Levantou-se da mesa e acenou-lhe saindo da cozinha, subiu novamente as escadas e entrou no quarto que agora lhe pertencia abrindo as duas gavetas onde tinha a sua roupa arrumada, tirou as calças que tinha em primeiro lugar e vestiu uma camisola preta simples de alças e um casaco da mesma cor por cima, sentou-se na cama e agarrou na sua escova do cabelo penteando-o.

Desceu as escadas e pegou na coleira de ambos os cães e prendeu-os avisando que ia sair, tinha telefonado na noite anterior a Naomi e tinha-lhe pedido para se encontrar com ela na geladaria onde anteriormente trabalhava e para lhe fazer companhia à esquadra da polícia, era hoje que precisava de ver quem tinha denunciado James e quem se tinha posto em risco por si.
Viu-a sentada nas mesas do exterior com um lenço branco a proteger a cabeça e sentiu uma pontada no coração quando se apercebera o para quê daquele acessório, aproximou-se dela cumprimentando-a.

- Queres mesmo ir lá? – Perguntou Naomi levantando-se dando uma festinha a cada um dos cães.

- Claro que quero – Disse começando a andar ao lado dela – Tenho que ver quem é que o denunciou.

Viu Naomi a revirar os olhos e passou-lhe para a mão uma das coleiras para a ajudar com os cães, sabia que não estava muito longe da esquadra, por isso os nervos começavam a assaltar-lhe a pele e o medo ainda mais.
Entregou para a mão a coleira que segurava Scotty pelo pescoço e deu um beijo à melhor amiga entrando dentro da esquadra, sentiu uma mão a pousar-lhe em cima das costas e viu que era o polícia que tinha estado numa das vezes em sua casa, seguiu-a até ao local das celas e ficou ao lado de outro polícia à espera que fossem buscar quem tinha denunciado o seu ex-namorado.
Sentiu as lágrimas a correrem pela sua cara quando percebeu que as suas suspeitas tinham acabado, viu o rapaz magro e baixo com o cabelo castanho a tapar-lhe os olhos a caminhar pelo corredor com um polícia a segurar-lhe ambos os braços impedindo a sua mobilidade, seguiu-os e entrou dentro de uma sala onde tinha uma mesa e duas cadeiras para eles poderem falar, olhou em redor e viu mais homens como Tony a terem visitas.

- Porque é que o, denuncias-te? – Perguntou dando-lhe a mão.

- Porque não podias ser tu a estar deste lado – Disse acariciando a cara de Alexa – Tu tens tanto agora que merecias.

- Mais tarde ou mais cedo eles iam apanhá-lo Tony – Disse – Não te tinhas que te intrometer desta maneira.

- Mais tarde ou mais cedo eles iam apanhar-me – Disse olhando para Alexa – Traficava droga lembras-te? – Disse de forma rígida – E além disso, o James ameaçou denunciar-me, adiantei-me.

Olhou para o lado e viu os respectivos homens a serem levados novamente pelos polícias e para as mulheres a levantarem-se e irem atrás deles igualmente para se irem embora, despediu-se de Tony com um abraço e pediu para que a levassem para o exterior.

Viu Naomi sentada no primeiro degrau a afagar as orelhas de Scotty e acenou a cabeça como confirmação de que ambas já tinham falado, pegou na coleira de um dos cães de Bill e encaminhou-se novamente com a melhor amiga para a sua casa.

 

Continua...



publicado por ichliebeTH às 19:48
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Domingo, 22 de Maio de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 25º Capítulo

25

 

 

- Podes pousar aí a mala – Disse dando a mão a Alexa – Nós já voltamos cá a baixo para arrumares as tuas coisas.

Acenou com a cabeça de forma afirmativa e deixou-se ser conduzida pela mão de Bill que segurava a sua, vivia com medo desde que James entrara por sua casa e a tivera ameaçado de tal forma, tinha saído de casa da tia no mesmo dia e passara a noite no apartamento de uma das suas colegas de turma, era a primeira pessoa que se lembrava não ser tão óbvia para ser facilmente encontrada, passara apenas dois dias nos aposentos de Steffanny até ter sido obrigada a deixa-los e a passar uma temporada maior em casa de Bill, aceitara com facilidade, sabia que não valia a pena lutar contra a teimosia e protecção que ele tinha em si.

Apresentava-lhe mais uma vez a casa embora conhecer todos os recantos, ou quase todos, e quanto mais ele lhe apresentava a casa, mais certezas ela tinha que não tinha nada a ver consigo, todos aqueles luxos a que eles estavam tão habituados, nunca teriam feito parte do seu dia-a-dia, a sala própria de cinema com mais de vinte e cinco cadeiras, o salão de jogos e a enorme sala de refeições.

Subiu as escadas acompanhada por ele e sentiu os seus finos braços a contornarem a sua cintura, pousou as mãos em cima das suas encaminhando-se para a última porta de madeira do corredor, ouviu a porta do lado a ser aberta e foi surpreendida pela rapariga baixa com cabelos loiros despenteados com os sapatos de salto alto na mão a sair do quarto, olhou para Bill visivelmente espantada e este apenas lhe acenou com a mão para esperar, viram a rapariga a sentar-se no chão e a calçar os sapatos que anteriormente agarrava, ficando algum tempo na mesma posição, ouviram novamente a porta a ser aberta e avistaram mais uma vez uma mulher a sair do quarto de onde a outra saíra à instantes, esta com o seu ar mais velho, com o seu vestido preto justo que lhe denotava como deve ser cada curva do seu corpo, olhou para Bill novamente e este acenava com as duas mãos para que ela espera-se, viram ambas a descer as escadas e voltou a dar a mão a Alexa entrando finalmente no quarto, este que se encontrava mais arrumado que o normal, olhou para a sua secretária e viu o microfone que ele usara na tour que tinha passado, aproximou-se dele e abriu a caixa onde ele estava guardado e passou levemente com o seu indicador em cima dos pequenos brilhantes que escreviam “Humanoid”.

Ouviu baterem três vezes à porta e virou-se para esta vendo uma senhora com volta dos seus quarenta anos a pousar as suas duas malas à entrada, aproximou-se das mesmas e agradeceu a hospitalidade entrando para o interior do quarto de Bill, abriu o seu roupeiro e reparou no montante de roupa que o preenchia por dentro, parecia que a cada dia que passava que aquele armário ficava mais completo, viu que Alexa não conseguia encontrar um pequeno espaço para guardar as coisas que lhe pertenciam e aproximou-se da sua cómoda abrindo as duas primeiras gavetas, estas que se encontravam vazia, agora percebia de onde vinha tanta roupa, baixou-se e abriu uma das malas colocando o máximo de t-shirts que pôde dentro da primeira gaveta juntamente com os seus pijamas e meias, olhou pelo espelho para Bill e viu-o a arrumar os cremes que lhe pertenciam ao lado dos seus pousados em cima da mesa-de-cabeceira, sorriu-lhe através do espelho e abriu a segunda mala guardando os sete pares de calças dentro da segunda gaveta, pegou na roupa interior que tinha numa bolsa à parte e ficou durante algum tempo a tentar arranjar estrategicamente um lugar para a guardar, sentiu tirarem-lhe a bolsa da mão e viu-o a guardar a sua interior na mesma gaveta que a sua, voltou-se para a frente e pegou nos seus pares de sapatilhas abrindo a porta do armário de Bill que se destinava ao calçado guardando o seu, arrumou as últimas coisas que lhe faltavam e colocou as suas malas de baixo da cama do namorado.

Saltou para cima dos lençóis brancos lavados descalçando os ténis e pousou a cabeça em cima da almofada que pertencia a Bill inspirando o aroma que nela permanecia, olhou para cima e viu-o a descalçar-se e a deitar-se ao lado dele encaixando no seu corpo.

- É, suposto habituar-me a isto facilmente? – Perguntou entrelaçando a mão de Bill.

- Não pedi isso – Disse dando-lhe um beijo no cabelo – Pedi que te acostumes da melhor maneira, da maneira que preferires.

- Eu faço-o – Disse sorrindo – Então e aquelas duas mulheres? De quem é aquele quarto?

- Do meu rico irmão – Disse levando as mãos à cabeça – Aquelas mulheres são supostamente, vamos arranjar uma palavra boa que as defina – Disse olhando para o tecto – Prostitutas – Disse rapidamente como se já tivesse a resposta pensada.

- O quê? – Perguntou afastando-se levantando a sobrancelha.

- Sim, é isso – Disse lamentando-se

- E ele precisa disso para quê?

- Gosta de se sentir sexualmente activo – Disse levantando-se estendendo a mão para que ela se levantasse.

Levantou-se da cama dando-lhe a mão e saíram ambos do quarto, desceram as escadas e viram Tom sentado á mesa a comer uma tigela de cereais enquanto falava ao telemóvel, largou a mão de Bill e encaminhou-se para a casa de banho antes de ir para a cozinha.
Entrou na divisão e fechou a porta atrás de si para que Alexa não ouvisse, cruzou os braços em frente ao peito e encaminhou-se para a mesa dando uma chapada na cabeça do irmão.

- Boa noite para ti também – Disse admirado esfregando a cabeça.

- Tinhas que trazer duas mulheres cá para casa Tom? – Perguntou ofendido – Duas! – Disse zangado – Quando somos só nós os dois cá em casa eu importo-me mas não comento, sabes como sou, odeio que as tragas cá para casa Tom – Disse sentando-se – Mas agora evita isso, por favor, a Alexa vem morar connosco durante algum tempo e ela não precisa de ver mulheres a entrarem e a saírem de casa, leva-as para um hotel, motel, garagem, tudo o que quiseres.

- Fica descansado – Disse levando a última colher de cereais à boca – Não tive culpa… o Tommy precisava de assistência – Disse rindo ao mesmo tempo que olhava para o alto que ainda permanecia no interior dos seus boxers.

 

Continua...



publicado por ichliebeTH às 15:49
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Sábado, 14 de Maio de 2011
Fic: "Come As You Are" por Bash - 24º Capítulo

24

 

- Onde é que vamos estar daqui a dez anos? – Perguntou Naomi sentando-se em cima da rocha mais baixa que havia na praia. Sentia agora finalmente o quão pesada era aquela doença dela, e o quão poderosa conseguia ser, custava-lhe ver-se ao espelho e aperceber-se que emagrecia e a sua beleza desaparecia de dia para dia, apenas agora se apercebia que poderia estar a poucos passos do “desaparecimento” e apercebia-se agora que tinha de deixar a força de lado por instantes e perceber o quanto estava frágil – Eu posso não estar cá… por isso vamos fazer a pergunta de outra forma – Disse pegando nas algas que pousavam em cima da pedra – Onde vais estar daqui a dez anos?

- Queres a minha resposta? – Perguntou descalçando os ténis e molhado a ponta do pé no mar gelado – Talvez estarei contigo em Nova Iorque, como sempre sonhámos.

Olhou para Alexa e riu-se, sim talvez ela estivesse consigo em Nova Iorque como ser humano, ou talvez estivesse com a melhor amiga em Nova Iorque mas como memória, suspirou e bateu nas costas de Alexa parando de pensar da forma como seria o futuro se ela morre-se.

- Assusto-te? – Perguntou a rir.

- Tenho que confessar que me começas a assustar imenso – Disse Alexa a rir – Tens vinte anos e pensas e falas como se tivesses cinquenta e sete – Afirmou pegando num ramo de madeira começando a fazer desenhos na areia molhada.

- É suposto falar e pensar com que idade?

- Vinte – Disse olhando para ela – Acho, eu.

Olhou para o desenho que tinha feito no chão e percebeu que a falta que a melhor amiga lhe iria fazer era imensa, viu Naomi a repousar o seu corpo em cima da rocha e aproximou-se dela ando-lhe um pequeno beijo na bochecha esquerda, viu-a a abrir os olhos e deu-lhe a mão para que ela descesse da pedra.

Começou a correr continuando de mãos dadas com ela em cima da água que molhava a areia, nada naquele momento poderia mudar aquele momento ou mesmo pará-lo.

- Já não sou capaz de mais – Disse Naomi parando puxando Alexa pela mão com força para que ela parasse. Caminhou até à areia seca e sentou-se ali ficando a olhar para a melhor amiga a deitar-se ao seu lado – Desculpa.

- Não faz mal – Disse a rir – eu gostei!

Olhou para o que estava em cima de si e parecia ter ficado completamente encantada, paralisou. Completamente, o céu preenchia-se agora com tonalidades roxas e azuis claras, sentou-se em cima da areia abraçando os joelhos deixando Naomi deitada na areia seca a descansar, a tia sempre lhe tinha ensinado que pedir um desejo quando o céu se encontrava assim talvez ele se concretiza-se, fechou os olhos e pensou: “cura-te”.

Ouviu o barulho do relógio que estava instalado no pulso da melhor amiga e olhou para o objecto vendo que a tarde acabara de passar, levantou-se rapidamente e estendeu a mão a Naomi para esta se levantar, colocou-lhe a mão em cima dos ombros e encaminhou-se com ela até à saída da praia, ficou encostada ao muro coberto por flores a ver a amiga a seguir o caminho para casa, viu-a a virar a esquina e virou-se começando ela também a subir a rua.

Viu a luz da sua casa a transparecer na calçada por ter a porta da entrada aberta e viu Georg a sair desta, correu o bocado que lhe faltava para chegar à sua porta e tocou no braço de Georg dando-lhe um beijo na face.

- Entra – Disse passando para o interior da casa – Passa-se alguma coisa?

- Sim – Disse sentando-se no sofá – Mas não sei se vão ser boas ou más, depende do teu ponto de vista.

- Então? – Perguntou entrando na cozinha – Queres jantar?

- Não – Disse sorrindo – Denunciaram o James.

- Estás a brincar! – Disse espantada, saiu da cozinha com o seu prato vazio e pousou-o em cima da mesa de jantar, era das melhores notícia que poderia receber, estava espantada pelo facto de não ter sido ela que tinha provas suficientes, estava ansiosa por saber quem era – Sabem que foi?

- Eu não conheço, mas o rapaz foi preso.

- Porquê? – Perguntou levantando a sobrancelha – Fazia parte dos espectáculos de Fogo?

- Sim.
Tony” foi o primeiro nome que lhe vira à cabeça, tinha medo que fosse mesmo ele, era apenas um miúdo, e estar preso pela sua boa vontade, levou as mãos à cabeça e abraçou Georg agradecendo-lhe ter dado tal notícia. Queria ir à policia vê-lo, queria ver com os seus próprios olhos quem lhe tinha salvo a pele de ser presa também por participar em algo ilegal no passado.

Levantou-se do sofá e pegou novamente no prato entrando na cozinha, olhou para a lasanha que ainda estava dentro do forno e tirou uma fatia para si, sentou-se em cima da bancada da cozinha e começou a comer, olhou para as horas e estranhava não ver a tia e os pais em casa, pousou o prato em cima da bancada ao seu lado ainda cheio.

Ouviu a campainha tocar e saiu da cozinha abrindo a porta sem olhar, sentiu uma mão forte a apertar o seu pescoço e a encostá-la contra a parede da casa de banho, imaginava quem era, mas tinha medo de abrir os olhos e ver novamente a cara dele.

- Foste tu não, foste? – Perguntou apertando mais o fino pescoço de Alexa – Eu acabo contigo Alex, contigo e com o teu predilecto, juro que acabo.

Agarrou-lhe no pescoço e na mão dando-lhe um beijo nesta e subiu as escadas agarrado a ela, abriu a porta do quarto dela e empurrou-a para cima da cama, trancando a porta, viu-a a tentar sair de cima do colchão e puxou-a pela perna fazendo-a cair no chão.

- Não fui eu James – Disse apertando-lhe os braços.

- Queres mesmo que acredite nisso?

- Quero porque não fui – Disse alcançando a sua canela com o pé esquerdo, dando-lhe uma pancada com este fazendo-o gritar.
Abriu a porta do seu quarto e ouviu a voz do pai no piso inferior, colocou as mãos no peito agradecendo por eles aparecerem no momento que mais precisava, desceu as escadas rapidamente e abraçou a tia segredando-lhe ao ouvido: “Ele está lá em cima”

 

Continua...



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